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A rentabilidade anual do meu plano de previdência foi baixa. E agora?

  • Participantes Funcef
  • 10 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura



O ano de 2024 não foi fácil para o mercado financeiro brasileiro. Foi um ano de volatilidade em diferentes tipos de investimentos, inclusive os de renda fixa. Embora a Taxa Selic estivesse em um patamar elevado, fatores como incertezas econômicas e pressões globais fizeram com que os preços dos ativos oscilassem bastante.


Nesse contexto, os planos de contribuição definida, como o Novo Plano CD e o REB CD, apresentaram rentabilidade levemente inferior à inflação no período. Essa performance pode gerar questionamentos, especialmente porque uma parcela significativa dos investimentos (cerca de 70%) está alocada em renda fixa, que, teoricamente, deveria proporcionar mais estabilidade.


Mas antes que você se assuste, um spoiler: investimentos previdenciários possuem horizonte em longo prazo! Isso significa que mesmo com a rentabilidade mais baixa em 2024, os planos apresentam um histórico competitivo e alinhados com os objetivos de acumulação patrimonial, afinal o título é mantido até o seu vencimento. Então, nada de ansiedade! 


Dito isto, vamos então explicar alguns pontos a partir de uma entrevista com Jair Ferreira, diretor de Benefícios da Funcef. Trata-se de questões que deixam os nossos participantes informados e... tranquilos. 


Impacto da marcação “a mercado’


Um dos fatores que mais geram dúvidas entre os participantes é o impacto da marcação a mercado nos resultados. Diferente da marcação na curva - onde o título é registrado pelo valor de compra e segue uma trajetória previsível até o vencimento - a marcação a mercado ajusta diariamente o valor do ativo conforme as condições de oferta e demanda. 


Deste modo, em momentos de “estresse” no mercado financeiro, os preços dos títulos podem sofrer oscilações negativas temporárias, refletindo perdas contábeis, mesmo que o rendimento final contratado permaneça inalterado se o título for mantido até o vencimento. Ou seja, mesmo com uma carteira robusta de renda fixa, os planos podem apresentar rentabilidades aquém do esperado em determinados períodos. 


“O Banco Central manteve a Selic alta e, recentemente, iniciou um novo ciclo de alta para conter a inflação. Nesse cenário, diversos ativos sofrem ajustes no seu valor. O aumento da aversão ao risco fez com que muitos investidores realizassem lucros e saíssem de ativos de renda variável, levando a um desempenho abaixo do esperado no ano. No entanto, os sinais de melhora no cenário econômico tendem a favorecer uma recuperação desses ativos no futuro”, explicou Jair Ferreira, diretor de Benefícios da Funcef. 


As taxas contratadas permanecem elevadas. Elas giram em torno de IPCA + 6,61% para títulos públicos, IPCA + 6,70% para títulos bancários e IPCA + 6,95% para títulos corporativos. “A Funcef tem o perfil de levar os títulos dos nossos planos de Benefício Definido até o vencimento. E eles são comprados a uma taxa bastante superior à meta atuarial. À medida que os títulos cheguem ao seu vencimento, a rentabilidade das classes de renda fixa será largamente superior ao índice de referência dos planos”, disse Jair Ferreira. 


Ainda de acordo com Ferreira, é importante o acompanhamento dos investimentos e da rentabilidade dos títulos. “Ainda que se tenha a Diretoria de Investimentos e Participações, é papel de todos os representantes eleitos fazer essa assistência ao assunto. A Diretoria de Benefícios, que tem seu representante eleito, contribui com todo o processo de forma sistemática e ativa. É um papel a ser cumprido”, completou. 

Influência do mercado financeiro


Outro ponto essencial para compreender a performance dos investimentos é o risco sistemático. “Como os ativos dos planos estão inseridos no mercado financeiro brasileiro, quando os principais índices apresentam desempenho ruim, é natural que os resultados dos planos também sejam impactados”, continuou Ferreira. 


O risco sistemático afeta o mercado como um todo. Ele é relacionado a fatores macroeconômicos, a exemplo de crises, mudanças na inflação, taxa de juros e oscilações cambiais. Influenciam os ativos de forma generalizada. “Em 2024, bolsa e títulos públicos registraram quedas próximas de 10% no ano. Porém oscilações são normais em economias emergentes, como a do Brasil. Por isso, é fundamental que o foco da gestão seja o longo prazo”, informou o diretor de Benefícios da Funcef. 


No início de 2024, o mercado projetava um IPCA de 3,90%, mas o resultado foi 4,83%. Já a Selic era esperada em 9,50%, mas terminou o ano em 12,25%. Por outro lado, em 2023, a expectativa era de um IPCA de 5,31% (o resultado foi 4,62%) e uma Selic de 13,75% (o resultado foi 11,75%), o que resultou em um ano positivo para os ativos financeiros. 


“Precisamos ter visão de longo prazo, pois a estratégia dos planos de contribuição tem como objetivo o crescimento sustentável do patrimônio dos participantes. É fundamental manter uma abordagem disciplinada mesmo em períodos de volatilidade. Os planos de previdência, é preciso dizer, seguem bem posicionados para entregar resultados sólidos no longo prazo, superando a maior parte dos fundos comparáveis e dos benchmarks de mercado. A Funcef não tem tradição de tomar decisões impulsivas”, explicitou. 


Foco no longo prazo


Para quem está acostumado a ouvir que “renda fixa é segura e sempre gera retorno positivo,” a ideia de perder dinheiro nesse tipo de investimento pode parecer confusa. É preciso lembrar que "renda fixa" significa que os investimentos têm regras definidas para o pagamento de juros. Porém, não quer dizer que o valor do investimento não oscile. 


A variação de preço dos títulos é o principal motivo pelo qual rentabilidades negativas podem acontecer. “Na renda fixa, se você vende um título antes do prazo e o mercado está desfavorável, o valor dele pode estar menor, e você pode ter um rendimento negativo. Porém, se o mantém até o vencimento, essa oscilação perde importância, e você garante a taxa prometida. Na Funcef, temos a característica de levar nossos títulos até o vencimento, desse modo, obtendo bons retornos no longo prazo”, argumentou Jair Ferreira.


A renda fixa é, de fato, um investimento mais seguro que a renda variável, mas segurança não significa ausência de risco, especialmente para títulos a mercado. Existem variáveis que influenciam o valor dos títulos e podem causar rentabilidade negativa no curto prazo, especialmente em tempos de alta volatilidade e variação de taxas de juros. 


“Na Funcef, nossos planos de contribuição definida contam com um portfólio de ativos diversificados em classes de ativos de modo a obter uma performance satisfatória em diferentes cenários. O importante é manter a visão de longo prazo, pois é nesse horizonte que o saldo cresce de forma exponencial. A combinação entre a paridade nos aportes e uma gestão eficiente faz a diferença no futuro dos nossos participantes. Estes, aliás, estão de parabéns por acompanhar todo o processo”, explanou Jair Ferreira.


 
 
 

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